terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Teste Moto Iros Vintage 150 2009/2010 “Por: Marcos Branco”


Por: Marcos Branco
 A charmosa Vintage 150cc, estilo retrô com toque moderno
Para quem adorava as lambretas, vespas, época da brilhantina… A Iros Motos importa a chinesinha que será nacionalizada na fabrica da Iros em Manaus.
Vamos ao que interessa, testei esta bela scooter, e logo de cara fiquei apaixonado; por onde passei despertava só elogios pelo belo design e acabamento, todos queriam saber valor, onde comprava, velocidade, quanto consumia por litro, ufa…. Definitivamente a Iros Motos acertou com a importação desta motoca.
Fui buscar em Barueri/SP, logo de cara já caiu uma chuva e foi assim até a sede da Revista, passando pelo final da rodovia Castelo Branco e Marginal Tietê, e já me surpreendi positivamente pelo comportamento do chassi, freio e desempenho.
A bela scooter se mostrou boa para o transito caótico de São Paulo ou para qualquer cidade, equipada com motor de 149cc, atingindo potência declarada de 10,5cv, possui cambio automático tipo CVT que não requer trocas de marcha e nem acionamento da embreagem, e posição razoável de pilotagem, demonstrou que não cansa no transito passando a uma pilotagem agradável de divertida.
Por ser uma Scooter com aros de 12”, fiquei muito atento a buracos, com rodas pequenas é uma coisa muito preocupante pegar buracos.
Suspensão dianteira: tive a primeira impressão de ser muito dura e que teria problemas com ondulações no asfalto, então me levou a testes de curvas e frenagens com ondulações fortes, e mais uma vez me surpreendi… embora com uma suspensão muito rígida na dianteira ela copia o asfalto muito bem, devido a calibragem da velocidade de retorno da suspensão. Suspensão traseira mais macia; também copia muito bem o piso.
 Nos testes, nenhuma vez as suspensões foram até o final do curso dando batente, mesmo com garupa (peso total teste 152Kg).
 Freios são bons, suficientes para a Vintage, na dianteira montado com disco de 210mm, (freio ABS mecânico, não notamos uma grande diferença dos freios comuns a disco, pois se apertar com vontade ele trava), na traseira freio tambor 130mm.
Painel possui hodômetro, luzes espia e indicador nível de combustível, apesar de simples é muito bonito e funcional.
 Nos testes o hodômetro foi uma coisa que me intrigava, ele dava a impressão de marcar a mais… como a maioria dos veículos, mas este marcava muito a mais, e me levou a testes, e eu estava certo , painel informava que estava a 75Km/h, mas na verdade estava a 60KM/h, é isso mesmo, marcava cerca de 25%  mais. Este problema é irrisório na apaixonante Vintage 150, na minha opinião.
Entrei em contato com a Iros e (Angelo) informou que já estão resolvendo este problema do hodômetro otmista….
Conforto: Posição de pilotagem agradável, suspensão dura, banco com material anti-derrapante em dois níveis, mas achei pequeno na parte dianteira que faz toda diferença com garupa, ocasionando o piloto escorregar para frente.
Conforto com Garupa: aí pega um pouco, caso tenha que encarar um transito parado, na hora de costurar em zigue-zague onde tem que apoiar o pé no chão, ai me assustei, minha batata da perna bateu na ponta do pé do garupa, isso atrapalha no movimento de apoio da perna com o solo, podendo desequilibrar.
Motor de 149cc, muito bom, demonstrou ótimo nas saídas dos faróis, em subidas e até um pequeno teste em estrada, com velocidade cruzeiro de 90Km/h tranqüilo.
Sobre consumo foi bom, na cidade fez aproximado 26Km/l e com garupa caiu para 20Km/l.
 No dinamômetro, a motor acusou um pouco mais da potência declarada pelo fabricante, atingindo 11,9cv contra 10,5cv declarado, da próxima vez faremos um teste mais detalhado.
Escapamento muito silencioso, com 2 proteções evitando queimaduras para os mais distraídos.
Interessante: a moto é tão silenciosa em marcha lenta ou quando tira  a mão do acelerador, que estava no estacionamento de um shopping fez com que o guarda me perguntas se era moto elétrica… fiquei surpreso pela pergunta, e ali ficamos mais de 10 minutos falando da Vintage 150. Isso foi rotina durante os testes, seja no posto, na farmácia, no farol….. interrogatório em cima de interrogatório, que me deu muito prazer em responder todas as questões como sempre…. pois quem vive moto, é moto e pronto!!!
Qualidade Geral: claro que não é uma moto perfeita, mas possui muita qualidade em coisas básicas que faz diferença a longo prazo; como os plásticos que são bem fixados e que em nenhuma vez dos quase 500 Km de testes fez barulho de ranger que é muito comum em Scooters, com ponto básico para isso é a boa rigidez do chassi, pois chassi muito maleável é ruim para a durabilidade dos plásticos em uma moto toda revestida como uma Scooter.
Guarda Volumes: existe dois compartimentos um embaixo do banco para  1 capacete pequeno, capa de chuva, e um porta luvas pequeno localizado na parte dianteira da moto embaixo guidão.
Conclusão:
* Boa para cidade;
* Excelente na chuva, pois não molha o tênis, bota, etc…;
* Motor responde a necessidade de qualquer cidade;
* Consumo de combustível bom para uma Scooter;
* Ótimos freios;
* Apesar da suspensão e chassi pouco duros é confortável;
* Iluminação razoável á noite;
* Estilo antigo com toques design moderno que chamam a atenção de todos, é o charme da Vintage;
* No geral, bom acabamento;
* Fica um pouco desconfortável com garupa em solo irregular;
* Para o garupa é confortável;
* Demonstrou muito boa de curva;
* Garantia de 1 ano sem limite de quilometragem é um ponto muito positivo;
* Capacidade do tanque de 5 litros poderia ser maior
* Sobre o Hodômetro otimista, a Iros já está resolvendo este problema;
* Preço razoável de R$6.500,00 (base SP novembro 2009)
Dados Técnicos Vintage 150

Teste Kasinski Comet GT250 – 2010 “Por: Marcos Branco”


Por: Marcos Branco
Já vou começar dizendo….. esta motoca é show de bola, uma moto bem nascida, e isso é muito importante, mas falta desenvolvimento!!!! claro que não é uma moto perfeita, e precisa de alguns acertos, más são fáceis de resolver.
Pensei em fazer um teste comparativo entre ela e as mais conhecidas como Fazer 250, CB300, mas desisti, vou dar minha opinião, a Comet GT 250 está em outra categoria, acima.
Vou esclarecer: a Fazer e CB300 são motos mais para utilizar no dia dia para quem trabalha com moto (exemplo: vendedor, motoboy…), ou para ter a primeira moto.
 Possuem desempenho inferior, porte menor; já a Comet GT250 eu classifico como uma moto não para marinheiros de primeira viagem, é uma moto que vai muito bem em estradas, médias boas de velocidades sem forçar motor, muito mais estável; é um modelo Naked sozinha no mercado na categoria, na minha opinião. É uma moto barata, “no mês de Dezembro/2009 está sendo comercializada por R$12.700,00″ e você pode pagar até 50X sem entrada.
Vamos para o desempenho: seu motor V2 é uma maravilha, nem parece uma 250cc, a começar pela aparência; nos quase 1.000Km que rodei, sempre vinha a pergunta “É UMA 600CC”?, e engana mesmo; pois tem um porte de 600cc….
Levei a moto para o dinamômetro, veja o vídeo
Potência máxima no motor 27,7cv á 10.468 Rpm
Potência máxima na roda 23,1cv á 10.244 Rpm
Torque de 2,1Kgm á 8.641 Rpm
Velocidade máxima no velocímetro do dinamômetro 177Km/h á 11.500Rpm
 
Na estrada vai muito bem, motor não faz barulho, e até me surpreendi com desempenho; médias de 130 á 140Km/h vai numa boa, sem pedir a sexta marcha “que não tem”.
 
Motor tem uma aceleração suave e constante, pois possui pouco torque, mas ele gosta de giro, vira até 11.500Rpm quando o limitador entra em ação. A relação do cambio, muito bem escalonada é ideal para moto, com engates precisos.
Notei que o motor faz uma vibração bem aparente entre 4.000 á 6.000Rpm e depois ou antes destas rotações desaparece e fica suave, vale destacar que isso na minha opinião não é nada em comparação ao potencial desta bela moto.
 
Na estrada andando com cabo enrolado “com vontade mesmo”, ela fez 16,05Km/l, destacando que peguei subida de serra.
Fato que muitos não comentam e eu vou relatar, mesmo tirando tudo do motor, em trabalhos extremos ele ficou sequinho, sem ter aquelas suadas nas partes perto das juntas onde acumula poeira devido a um pequeno vazamento, o motor nem parecia que tinha andado no limite por muito tempo, isso não aconteceu nos teste com a CB300 e nem com a Fazer250 que mostraram partes suadas do motor; mais um ponto muito positivo para Comet GT250.
A velocidade máxima (no painel) que alcancei  na pista em declive e claro abaixado quase dentro do painel “rsrsrs”, foi de 173Km/h , mas continuava crescendo, infelizmente tive que tirar a mão “Snif….”, pois acabava a reta; acredito que bateria +- 180Km/h até entrar limitador. Lembrando que esta velocidade seria numa descida e não no plano.
Em curvas de media/alta acima dos +- 130Km/h vou ser sincero, a moto balançava de mais, dando a impressão da torção do quadro, e eu tive que mexer nos recursos de regulagem que a moto oferecia, que era somente pressão da mola do amortecedor traseiro, mas o problema não era atrás e sim na parte da frente.
Ai comecei analisar, será que é a parte da frete do quadro que torce?…. e me surpreendi quando achei o problema… não era o quadro e sim a suspensão dianteira da moto, estava com velocidades de afundar e de retorno muito rápida, e isso atrapalha em curvas de media/alta, principalmente de raio longo, onde eu tinha que tirar a mão para não entrar em pendulo…  Para resolver isso é fácil, ou tampar alguns furos da passagem de óleo da suspensão ou colocar óleo mais grosso. lembrando que o usuário normalmente não anda na maneira que testei a moto, e muitos nem percebem este problema.
Suspensão: Dianteira como relatei acima é fácil de resolver, destaque positivo “ela é invertida” como as motos speeds, a vantagem da suspensão ser invertida é que abaixa o centro de gravidade da moto, dando mais estabilidade e maneabilidade.
Na traseira, muito boa, não precisa mexer em nada, gostaria dar uma dica, não use a pressão da mola na regulagem com menos pressão, a moto fica muito mole, o ideal seria de media para cima. Este tipo de moto a suspensão tem que ser mais rígida, alias eu adoro…
Na cidade: Falando ao extremo, cito sempre trânsito caótico e congestionado de São Paulo. Apesar do tamanho, passa bem entre os carros, da para ir bem no corredor, com pouco de prática não atrapalha os MotoBoys , mas tem um problema, eu diria até infantil, por parte da fabricante.
A Moto não esterça, vira muito pouco por causa de um limitador. No trânsito onde tem que costurar em congestionamentos a moto não vira… e isso atrapalha demais., até para fazer manobras normais atrapalha. Não sei se limitaram por causa do local onde passa os cabos, sei lá, só sei que este limitador devera diminuir ou desgastar, para aumentar o curso. “mais um problema fácil de resolver”. Na cidade fez 17,48Km/l.
Conforto: Apesar de ser uma moto pouco dura, é até confortável. O piloto fica com os braços quase estendidos, banco é razoável, e quando se abaixa na pilotagem o tanque é uma cama, moldando bem o corpo. (posição de pilotagem é bem parecida com uma esportiva).
Para garupa, é mais complicado, claro que com este design moderno, o banco é pequeno, mas agora modelos 2010 possuem as alças para segurar, lembrando que o modelo anterior não tinha onde garupa segurar.
Posição das pedaleiras é um pouco alta, quem tiver pernas compridas fica um pouco desconfortável, mas no geral é bom para o estilo, só colocar espuma mas eficiente.
Design: no geral possui estilo super moderno, linhas belíssimas e anatômica, rabeta bem moderna e atual com belíssimos ledes na lanterna e luz freio, tanque largo e robusto, escapamento em inox muito bonito, só não gostei do farol dianteiro, não combina, com estilo moderno da moto, se fosse fabricante colocaria um tipo diamante para ficar perfeita no design.
Painel: lindo, moderno e funcional – contagiros analógico e velocímetro, marcador de combustível e hodômetro são digitais.
Freio: Não vou ficar enchendo lingüiça dizendo o que morde o disco, etc…. vou direto e reto; freios a disco na dianteira (1 disco) e traseira (1 disco), fazem seu papel , muito bem… quando utilizados ao extremo também, são razoáveis.
Conclusão: Adorei a moto, possui belo motor, para quem não tem $$$ para comprar uma Hornet, Z750…. a Comet GT250 é perfeita e se encaixa numa boa, com seu porte, desempenho e preço “R$12.700,00″ e ainda pode pagar até 50X sem entrada, só consultar alguma concessionária.
Pós venda, é bem melhor do que antes, com estoque de peças e atendendo melhor os clientes nas concessionárias.
Custo benefício excelente para uma 250cc com cara de 600cc, a grande sacada da Kasisnki foi não ter aparente a cilindrada da moto, despertando uma certa curiosidade de cilindrada. Essa eu compraria  sem dúvida.
Sobre defeitos que relatei, eles são irrisórios e fáceis de resolver, pois moto perfeita não existe.